Sábado, 11 de Agosto de 2007

Golfe de Marvão pode renascer

Quando se perspectivam vários projectos turísticos para o Alentejo, com o golfe como âncora, o primeiro campo na região, inaugurado em 1998, em Marvão (Portalegre), está de portas fechadas, mas pode “renascer” nos próximos tempos.
O Grupo Hoteleiro Fernando Barata adquiriu, em Abril, através da Solévora, os bens da “Ammaia Clube de Golfe de Marvão, SA”, depois da insolvência da empresa, pedida pela administração, ser decretada pelo tribunal, devido a dívidas a fornecedores e funcionários. O mesmo grupo, que já anteriormente tinha comprado o aldeamento turístico associado ao campo de golfe, a “Aldeia d’Azenha”, que ainda está em construção, era um dos quatro sócios da Ammaia, integrada também pela Bevide, empresa de Carlos Melancia, antigo Governador de Macau.
Agora, com o campo de golfe desactivado desde Abril, aguardam-se, em Marvão e na freguesia de São Salvador da Aramenha, onde está localizado, “melhores dias” para o equipamento e para o turismo local. Em “cima da mesa”, explicou Domingos Sousa Coutinho, antigo director do campo e actual “guardião” das instalações, está a possibilidade de o projecto, aldeamento integrado, passar para as “mãos” de novos investidores, que incluem o empresário Pais do Amaral. “O Grupo Fernando Barata deve assinar em Setembro a escritura dos bens que adquiriu e tem um protocolo com um grupo de investidores, do qual Pais do Amaral é sócio, para a venda e dinamização de tudo isto”, disse.
Um negócio que, a concretizar-se, afiançou Domingos Sousa Coutinho, vai implicar a “requalificação” do campo de golfe e do aldeamento turístico: “Não tenho dúvidas disso”.
“Esses novos investidores querem comprar isto ‘chave na mão’”, afiançou, realçando que, primeiro, o Grupo Fernando Barata terá que “requalificar e reconstruir o campo e finalizar o aldeamento”, constituído por 35 lotes para vivendas e 100 apartamentos. Contactado pela Lusa, José Luís Pinto Basto, sócio de Pais do Amaral para os investimentos na área turística, confirmou o interesse do “The Edge Group” em adquirir o projecto de Marvão.
“Temos interesse em ficar com o campo de golfe e com o empreendimento, para requalificar o projecto e melhorar bastante a sua qualidade inicial, mas depende de alguns pressupostos que devem ser atingidos”, afirmou.
Recusando fornecer muitos pormenores sobre o negócio, devido ao “acordo de confidencialidade” entre ambas as partes, José Luís Pinto Basto esclareceu que Setembro será “decisivo” para a sua eventual concretização.
“Acreditamos no desenvolvimento do turismo no Alentejo e, em especial, em Marvão. Este projecto tem potencial e está situado em pleno parque natural (da Serra de S. Mamede), numa das zonas mais bonitas do país”, disse, frisando tratar-se da primeira aposta na área turística do “The Edge Group”.

Pés para andar
Recordado da primeira vez que “pisou” o campo de golfe de Marvão, em 1997, aí apenas como praticante - “estava tudo verdinho. Nem parecia que estava no Alentejo”, conta -, Domingos Sousa Coutinho acredita que “é desta” que o projecto fica com “pés para andar”. “Vi isto nascer e espero ainda estar vivo para voltar a ver o campo de golfe em condições. Tenho esperança”, afirmou, desejoso de voltar a ver o equipamento, agora abandonado e degradado, “vestido” de “verde”. Para que tal se verifique, sublinhou, é “vantajoso” que apareçam outras infra-estruturas do género no Alentejo, particularmente em Portalegre: “Um jogador de golfe gosta sempre de experimentar vários campos”. “E é preciso um hotel de quatro estrelas. Não existe nada disso na zona”, acrescentou, frisando que o projecto de Marvão chegou a prever uma unidade hoteleira dessa categoria: “Possivelmente, será dinamizada agora, com este novo grupo”. Também o presidente do município de Marvão, Vítor Frutuoso, confessou à Lusa que, depois da “história atribulada” do projecto, tem agora uma “perspectiva optimista”sobre o mesmo, acreditando, “a curto prazo”, a “estabilidade e confiança” sejam atingidas. “Presentemente, a Câmara Municipal acredita neste projecto. Estão criadas as condições para a sua sustentabilidade”, disse o autarca, assegurando que o empreendimento e a requalificação do campo implicarão a criação de emprego e a atracção de novos negócios.

 

 

Publicação http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=52b1ea4144e23313305f9062f9360d88

 


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publicado por marvanense às 09:18
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